Crescente uso do celular aumenta demanda por planos de proteção até o final do ano

Em outubro de 2010 o Ministério Público Federal estabeleceu que o telefone celular é essencial para o dia a dia devido aos elevados níveis de uso que tais aparelhos atingiram na atualidade . No Brasil, já são 252 milhões de dispositivos móveis, de acordo com a Anatel.

Com o aumento do uso de smartphones, os brasileiros também acessam cada vez mais a internet. Dados da Nielsen IBOPE informam que o momento em que o brasileiro mais usa a internet no aparelho é enquanto está à espera e também antes de dormir. Entre os aplicativos mais utilizados, as redes sociais ocupam os dois primeiros lugares, seguidos por vídeos online, serviços bancários e mapas.

O celular tem um papel cada vez mais importante no dia a dia do brasileiro. Segundo a Opus Software, 26% dos donos de smartphones pedem comida através de aplicativos, 20% os utilizam para chamar táxis ou para comprar ingressos para eventos, 46% dos internautas brasileiros realizam pagamentos através de seu smartphone e 73% dos brasileiros não saem de casa sem seus aparelhos.

Os dispositivos tornaram-se companheiros dos usuários e, como tais, estão mais vulneráveis a sofrer acidentes. É o que afirma Daniel Hatkoff, fundador da Pitzi, empresa que protege smartphones contra acidentes e defeitos. “O celular é um aparelho de uso diário com o qual se tem uma relação intensa, isso faz com que ele esteja muito mais sujeito a acidentes típicos do cotidiano, como tombos.” Em 2016, 4 milhões de celulares já estavam assegurados no Brasil, de acordo com a Fenacor.

Daniel Hatkoff – CEO e Fundador da Pitzi

Patrícia Alvares, analista de marketing,  comprou um smartphone topo de linha e não hesitou em adquirir o seguro junto ao aparelho. “Tenho seguro antiqueda e antifurto, porque meu celular é caro e comprei parcelado. Então se meu celular for roubado ou quebrar, ainda estarei pagando por longos meses e não vou ter dinheiro para parcelar outro ao mesmo tempo.”

A alta do dólar também desempenha um papel importante na preferência do consumidor de proteger seu smartphone a trocá-lo por um novo. Os aparelhos têm se tornado mais caros e fazem com que o custo do conserto aumente.

Aparelhos cada vez mais onerosos utilizados com crescente intensidade devem estimular o aquecimento do mercado de proteções e seguros de celular até o final do ano. Além de oferecer uma solução mais relevante às necessidades do consumidor atual, a participação desses itens no faturamento do comércio de celulares é crescente.